Declaro…

Eu gosto do sopro da sacanagem dele em minha nuca. Envolvida em hálito quente e apimentado, cedo espaço à imaginação e corrompo meus princípios de “moça de família”. Ele sabe me deixar inquieta, me tornar devassa. Acende minha vontade de amor, risca o fósforo que incendeia nossa intimidade. Conhece a dose certa da volúpia. Anseio pela dinâmica da língua, pela lambida arrepiante, pelo deleite que preenche lacunas.

E fico assim, desejando que ele me usurpe. Para glória do prazer. Amém!

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Deu Saudade

Pode parecer bobagem. Talvez seja mesmo! Mas adoro certas coisas que escrevo. São marcantes , sinceros, eternos… Palavras que lembrarei não importa quanto tempo passe. É uma leitura fidedigna dos meus pensamentos, dos meus sentimentos, do meu coração.

O texto abaixo é um exemplo. Em meio a uma limpa no meu outlook, encontrei-o e li, reli incansavelmente a ponto de reconstituir a origem do desabafo integralmente. Sinto-me feliz! Compartilho com vocês!

Beijos

 

“Realmente devem existir várias coisas com que eu não tenho nada a ver. Na realidade, não estou sabendo ao certo qual o meu lugar nessa história. Percebemos as situações de forma diferente e não sei se é correto dizer se um ou outro está com a razão. A sua cobrança é inegável e sempre existirá ainda que opte por não perguntar absolutamente nada. O excesso de expectativa sempre é frustrante. Não estou pedindo pra não esperar nada de mim; estou apenas tentando dizer que o fato de eu não agir do jeito que espera não quer dizer que não esteja tentando fazer o melhor. Paliativo? Certamente, não! Apenas um pedido para que me enxergue como sou, não como você deseja(va) que eu fosse.”

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Nascer Morrer

“A gente nasce e morre só. E talvez por isso mesmo é que se precisa tanto de viver acompanhado”.

 - Raquel de Queiroz -

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Por Onde?

As canções falam de amor.
Os poemas.
A saudade.

Mas por onde anda o amor de verdade?

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Preguiça

Lagarteando.
Serpenteando.
Espreguiçando…

Numa maresia que só.

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Leviano

De uma ânsia sufocante, o som de sua palavra áspera, ácida retira dos meus pés, o chão. Disputa de argumentos, um silêncio irritante, uma vontade danada de matar minha sede em sua boca. É sempre isso e mais um pouco para que desfaça-se a paz entre nós. Não preciso, não quero, não vou brigar com você por sua própria causa. Faça o que quiser, a vida é sua e não me cabe opinar. Só quero que não esqueça que, apesar de amar muito você, eu consigo ponderar e decidir se ainda está valendo a pena. Não estrague tudo por leviandade. Já conhecemos os efeitos de um ato assim. Seja claro! Eu dispenso as entrelinhas.

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