Quarta-feira, Julho 23, 2008

“Estar cheio de vida é respirar profundamente, mover-se livremente e sentir com intensidade.”
- Alexander Lowen -
Quarta-feira, Julho 23, 2008

“Estar cheio de vida é respirar profundamente, mover-se livremente e sentir com intensidade.”
- Alexander Lowen -
Quarta-feira, Julho 16, 2008
Oi amigos!
Desculpem pela ausência…
Mas estou passando por algumas adversidades, algumas provas que estão exigindo demais de mim e da minha família.
Sei que alguns ficarão ansiosos para ajudar e eu sei bem como podem fazer isso: OREM!
Emitam vibrações positivas de saúde, paz, tranqüilidade e coragem. Estejam certos de que isso ajudará bastante.
Fiquem tranqüilos! Logo, logo volto pra contar que está tudo bem!
Saudades!
Paula
Quarta-feira, Julho 9, 2008

Há tempos estou pedindo a mim mesma, coragem para enfrentar meus medos e alegria para encontrar novos horizontes.
Há tempos vejo nebulosas cercando meu mundinho rico em insanidades mas percebi que o dia só clareia de verdade quando o sol interior começa a brilhar.
Motivos para sorrir eu tenho diversos: sinto alegria em viver, acredito no poder da palavra, a música tem o dom de acalmar minha mente, a poesia revigora meu ser. Mas, apesar de tanta beleza, a tristeza também tem seu lugar. É o fundamento da contradição que ensina comportamentos em situações adversas, que orienta diante da dúvida, que aquece a alma ao expôr diferenças.
Eu sempre recriminei a tristeza por considerá-la impositiva demais em sua permanência. Ela simplesmente chega e despeja seu ilustre desconforto como se fosse visita que esquece de voltar ao próprio lar. Eu sempre recriminei a tristeza. Eu sempre recriminei a tristeza até perceber que tudo de mais bonito que já criei surgiu nesse tempo-espaço. Descobri que a tristeza potencializa expressões e nos conduz ao quarto mais escondido que existe.
É lá que mora nossas verdades mais doídas, mais puras e lá existe a realidade desprovida de subterfúgios. Na tristeza tudo está às claras. Os olhos tristes não escondem dor. A tristeza não mata: ajuda a viver! Solidão, ausência, fraquezas precisam ser encarados nessa fase em que todos parecem querer distância. É nesse instante que a melhor companhia que deve existir dá sinais de refazimento e acorda de sono profundo. A melhor companhia que deve existir todos conhecem desde o dia em que nasceu. Nesse momento, você reflete, reconhece erros, promete mudar, nem que seja em benefício alheio.
Há tempos estou tentando desacelerar a ânsia e ver que todo ciclo tem seu encanto. Assim como a rotina! Assim como a novidade! Assim como a vida, reluzente e diária! Tudo funciona como se todo dia fosse uma nova aposta de loteria: há sempre a possibilidade de se ganhar o grande prêmio ou a chance de arriscar novamente. Só vence o chacal que o enfrenta. O enfrentamento é o limiar. É a decisão entre alcançar o sonho ou conviver com a incerteza.
Por isso, há tempos tenho pedido coragem. Coragem para enfrentar meus medos, para não brigar mais com a tristeza. Coragem para conviver com a alegria sem desconfianças, para aceitar a felicidade como ela se apresentar. Coragem para reclamar meus direitos e pedir carinho. Coragem para ser quem sou e não me guiar por modelos frágeis e ocos. Coragem para me amar acima de tudo e antes de qualquer pessoa.
Segunda-feira, Julho 7, 2008

♪♪♪
Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo, eu já roubei demais
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais
- Ana Carolina e Totonho Villeroy-
Domingo, Julho 6, 2008

♪ ♪ ♪
Saia desta vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou
Caia na realidade, fada
Olha bem na minha cara
Me confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
No final da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio
Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dá um pouco de atenção
Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não tá com nada
É uma festa na prisão
Nosso tempo é bom
Temos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto
Na escuridão do quarto
♪♪♪
- Cazuza, Dé e Bebel Gilberto -
Sábado, Julho 5, 2008
Sinto-me mal ao agir de forma infantil em situações que exigem maturidade e discernimento. É como se toda essa luta para virar “gente grande” perdesse o sentido no primeira lição a ser tomada pela professora chamada Experiência.
Eu queria muito saber como agir racionalmente em questões sentimentais. Parece que a racionalidade que esforço em manter desaparece por mágica e, meu corpo todo estivesse habitado por um enorme e pulsante coração…
Seria muito mais fácil equacionar problemas desta esfera tal qual faz D. Matemática. Lógica pura! Só que não é fácil assim! E, para piorar, existem certas relações que se destacam pelas peculiaridades. Haja limitações, impossibilidades, silêncios! Eu tive que aprender a silenciar esse espírito alegremente barulhento que vive em mim. Muito complicado!
Eu não gosto que as pessoas digam o que eu tenho que fazer. Eu não gosto que as pessoas não entendam os meus motivos. Odeio quando as pessoas não consideram meus argumentos. Sou, estou sempre aberta a diálogos. Tão fácil discutir relações, acabar com interrogações e comer bem em pratos limpos. É só aprender a ouvir, aprender a colocar-se no lugar do outro e ver que nenhuma atitude é tão mal-intencionada como se imaginou. Nem tão desprovida de maldade também! É preciso encontrar o tal equílibrio que dizem nortear essa dinâmica interação entre os seres, humanos ou não.
É preciso entender sobre privacidade, sobre liberdade, sobre privilégios, sobre limites, sobre autenticidade e, sobretudo, acreditar em tudo isso. Sei que é retórica de uma mente inquieta e em desabafo. Eu sei que o que escrevo segue a tênue linha do raciocínio correto embora a vivacidade de certos fatos sussurrem, quase intuitivamente, que nem tudo precisa ser tão à risca. Convenço-me então que, sendo desta forma, não sei lidar com inquietações!
Sexta-Feira, Julho 4, 2008
“Certa feita, saí cedinho de casa pra um falapau na casa do meu primo carnal Muriçoca, lá no fim de linha do Pau Miúdo. Tava o maior auê no ponto do ônibus. Gente como a porra, uma renca de menino oferecendo geladinho, um esmóler cheio do pau abusando todo mundo, vendedor de rolete gritando feito a porra e os garotos vendendo menorzinho no quente-frio colorido. De junto de mim, um cabo-verde todo enfatiotado passava a patapata na cabeça, enquanto defronte, a filha da baiana do acarajé, uma menina cheia de pano branco, mastigava um pão donzelo. Eu já tava ficando retado, porque já fazia uma hora de relógio que a porra do buzu não passava. Aí a arabaca chegou cheia como quê. Tive que entrar a pulso, mas pra tomar uma eu faço qualquer coisa, e na paleta é que eu não ia.
Meio apoquentado, fui me espremendo lá pra frente e consegui passar pela borboleta. Num daqueles freios de arrumação, fiquei de grande fazendo terra numa graxeira bem muderninha, mais enfeitada que jegue na Lavagem do Bonfim. Ela tinha um bodum, que misturado com o espanta nigrinha que usava, me causava certo entojo. Mas eu, que faço terra desde o tempo de dom corno, não ia vacilar. “É hoje que eu vou lavar a jega”, pensei. E fiquei ali, mal sabendo o esparro que eu ia cair. É que daqui a pouco o motorista deu outro freio de arrumação e eu me desapartei da tribufuzinha, e me encaixei num negão tipo segurança do Olodum. Aí, tá rebocado, eu pensei que ia bater a caçuleta. O negão virou e fez: “Qual é meu rei? Tá procurando frete comigo, é? Eu lhe dei ozadia por acaso?”. Resultado: levei um cachação que deu como um corno e fui parar lá na casa da porra.
E foi o maior mangue no dentro do buzu. Enquanto eu me lenhava, ouvia o povo dizer: “Pique a porra nesse chibungo”, “ôxe, tem mais é que estabocar com esse sacana mesmo”.
No meio daquela zuada toda, resolvi tirar o corpo e na primeira sinaleira que o buzu parou eu me piquei. Jurei que nunca mais entro em carro com enxame de gente. Quanto às fubuias, tive que enfonar, mas de hoje a oito possa ser que eu passe lá. Só que na próxima vez vou pedir a um taquiceiro pra me levar, que eu não sou menino nem oreba e não tô aí pra ximbar de novo.”
- Nivaldo Lariú, em Dicionário de Baianês -
______
Quem precisar de tradutor, me avisa!
Risos
Quarta-feira, Julho 2, 2008
M - Onde você vai?
H - Vou sair um pouco.
M - Vai de carro?
H - Sim.
M - Tem gasolina?
H - Sim… coloquei.
M - Vai demorar?
H - Não… coisa de uma hora.
M - Vai a algum lugar específico?
H - Não… só rodar por aí.
M - Não prefere ir a pé?
H - Não… vou de carro.
M - Traz um sorvete pra mim!
H - Trago… que sabor?
M - Manga.
H - Ok… na volta eu passo e compro.
M - Na volta?
H - Sim… senão derrete.
M - Passa lá, compra e deixa aqui
H - Não… melhor não! Na volta… é rápido!
M - Ahhhhh!
H - Quando eu voltar eu tomo com você!
M - Mas você não gosta de manga!
H - Eu compro outro… de outro sabor.
M - Aí fica caro… traz de cupuaçu!
H - Eu não gosto também.
M - Traz de chocolate… nós dois gostamos.
H - Ok! Beijo… volto logo…
M - Ei!
H - O que?
M - Chocolate não… Flocos…
H - Não gosto de flocos!
M - Então traz de manga prá mim e o que quiser prá você.
H - Foi o que sugeri desde o começo!
M - Você está sendo irônico?
H - Não… tô não! Vou indo.
M - Vem aqui me dar um beijo de despedida!
H - Querida! Eu volto logo… depois.
M - Depois não… quero agora!
H - Tá bom! (Beijo.)
M - Vai com o seu ou com o meu carro?
H - Com o meu
M - Vai com o meu… tem cd player… o seu não!
H - Não vou ouvir música… vou espairecer…
M - Tá precisando?
H - Não sei… vou ver quando sair!
M - Demora não!
H - É rápido… (Abre a porta de casa.)
M - Ei!
(more…)
Terça-feira, Julho 1, 2008

“Qualquer que coisa que se sinta
Tem tanto sentimento, deve ter algum que sirva.”
- Alice Ruiz -
Segunda-feira, Junho 30, 2008

A minha alma clama alegria
E eu vou sorrir!
Sorrir para vida
Sorrir para o amanhecer
Sorrir e florescer…
A minha vida voltou a ter cor!