Dos fatos que embrulham o estômago

 

Não me considero alguém capaz de julgar quem quer que seja. Em alguns anos de vida, já pude compreender que apontar nossos dedos e unhas cheias de bactérias para o outro não nos isentará de padecer do mesmo mal.

Mas o fato de não me concluir capacitada não significa, EM ABSOLUTO, que seja alguém omissa e incompetente para rabiscar observações sobre aqueles a quem chamamos de racionais.

A indignidade é algo que se apresenta das mais variadas formas, por inúmeros motivos. Coitados de nós se perdermos a capacidade de nos insubordinarmos diante de devaneios de toda espécie. E é por este motivo que não entra em minha cabeça a possibilidade de concordar com “direito de expressão” fundamentado em falta de educação. A grosseria virou prerrogativa de reivindicação. E onde é que está escrito que grosseria gera gentileza? Que grosseria gera compreensão?

Ideias estapafúrdias de gente que pensa raso ainda me provocam inconformismo. Escuto bastante, de vários afins, que ignorar aquilo que não nos acrescenta ainda é a opção mais sensata. Quisera eu alcançar este patamar de desconhecimento… Não consigo!!! Embora certas colocações não me aflijam diretamente, topar com o grau de ensimesmamento de tantos mortais, dispostos a analisar apenas uma vertente de fatos, corriqueiros, cotidianos…algo que eu classificaria como banal diante da complexidade de tantas outras coisas… me embrulha o estômago!

Às vezes, tento colaborar, compartilhar uma reflexão, tento enxergar com outros olhos e, ainda que não seja fácil pra mim, tenho experimentado colocar-me na posição alheia, buscando dotar-me de alguma imparcialidade…e nem assim assimilo a motivação de quem defende “ponto de vista” como se buscasse a salvação para a sua existência.

Certa estou de que em muito o ser humano colaborará para o meu entendimento (ou a minha completa confusão) sobre os motivos que inquietam as relações entre as pessoas. Curiosa estou por entender mais e mais sobre o que aproxima, o que distancia, o que provoca, o que acomoda…

E enquanto esta concepção se constrói, sigo embrulhando estômago e regurgitando aquilo que está sobrando em mim.

– Paula –

 

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Daquilo que Não nos Abandona

O tempo pode mesmo parecer eternidade. E aquilo que nos distancia é o mesmo que nos mantém unos.
Tenho saudade daquilo que nunca me abandonou. Por isso, voltei!

Talvez para ficar, certeza de ficar!
Hora de limpar poeira e botar a mesa para o coração pulsar!

 

 

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Saudade

Pode parecer piegas alguém que leve tanto tempo sumida sinta saudades…

Mas estou sendo sincera: sinto saudades daqui. Tantas coisas acontecem. A vida é tão urgente, tudo passa sempre tão rápido…Acabei esquecendo o caminho de casa muito embora, tivesse a certeza de que saberia retornar.

Pensei sinceramente em encerrar o blog. É o cúmulo da falta de atenção aos amigos queridos que, por tanto tempo, acompanharam meus casos, fatos e blá blá blá.

Só que esse cantinho é particular demais para deixar de existir. E mesmo sabendo que será um pouco mais complicado aparecer aqui (por motivos que contarei depois), persistirei.

Peço desculpas!
Estou com saudades…

Beijos

Paula

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Dilema

 

Dizem que há amizade no amor e vice-versa.
Incompreensível!
Esta dinâmica nem sempre funciona e um dos sentimentos sempre se sobrepõe ao outro. E sempre alguém sai perdendo…

Neste caso, eu!

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No campo das ideias

 

Oscilando entre os sonhos e a atenção à realidade. Sonhando com cobras, acordando com a claridade do Sol. Traçando metas e perdendo-me em atalhos sugestivos mas pouco recompensadores. Empenhando esforço em causa própria e labutando para não exercer solidariedade incondicional. Duvidando entre ser boazinha e ser humana. Preferindo ser eu mesma.

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Experimentando

 

Experimentando acupuntura!
Morria de medo das agulhas mas vi que joguei energia fora à toa…Não dói quase nada. Senti um pouco mais de tranquilidade e espero mesmo que isso tudo me ajude a desacelerar certas emoções.
Indiscutivelmente, sou muito conturbada!

Mas eu me amo assim…fazer o quê?

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Sensorial

” Sexo é experiência sensorial!

Ele toca, lambe, geme, arqueia.
Arrepio, vislumbro, sinto e entrego.

Ele desnuda tabus, eu usurpo prazeres.

Eu experimento.
Ele renova.
Eu suspiro.
Ele goza.”

 – Desconhecido –

 

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