Archive for Sons e Imagens

Sensorial

” Sexo é experiência sensorial!

Ele toca, lambe, geme, arqueia.
Arrepio, vislumbro, sinto e entrego.

Ele desnuda tabus, eu usurpo prazeres.

Eu experimento.
Ele renova.
Eu suspiro.
Ele goza.”

 – Desconhecido –

 

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Amor e água

  

“Sob o chuveiro amar, sabão e beijos,
ou na banheira amar, de água vestidos,
amor escorregante, foge, prende-se,
torna a fugir, água nos olhos, bocas,
dança, navegação, mergulho, chuva…

é amor se esvaindo, ou nos tornamos fontes?”

 – Carlos Drummond de Andrade –

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Metáforas

 

“A lembrança da cinza
destrói janela e porta.
O vento invade tudo,
varre cantos, as frestas,
assoalho, teto, ossos.

Deixa apenas as metáforas.”

– Moacir Amâncio –

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Da ausência que não se justifica

 

Ausência não se explica.
Tampouco, se justifica.

A ausência é feita de uma saudade que se materializa na intimidade de quem pressente um vazio sem igual.

Mas, ainda assim, num vácuo que não reconheço mas me absorve, regresso em busca das minhas verdades incompreendidas.

Na minha incompreensão, abasteço.
Na minha dúvida, esclareço.
Na minha solidão, vivo

e pelejo.

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Declaro…

Eu gosto do sopro da sacanagem dele em minha nuca. Envolvida em hálito quente e apimentado, cedo espaço à imaginação e corrompo meus princípios de “moça de família”. Ele sabe me deixar inquieta, me tornar devassa. Acende minha vontade de amor, risca o fósforo que incendeia nossa intimidade. Conhece a dose certa da volúpia. Anseio pela dinâmica da língua, pela lambida arrepiante, pelo deleite que preenche lacunas.

E fico assim, desejando que ele me usurpe. Para glória do prazer. Amém!

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Nascer Morrer

“A gente nasce e morre só. E talvez por isso mesmo é que se precisa tanto de viver acompanhado”.

 – Raquel de Queiroz –

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Por Onde?

As canções falam de amor.
Os poemas.
A saudade.

Mas por onde anda o amor de verdade?

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